Câmara Municipal de Coronel Fabriciano

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Cidade

CÂMARA DE FABRICIANO SEDIA ENCONTRO DE MEDIAÇÃO SANITÁRIA

por Comunicação

02/08/2017 13:56

Ministério Público quer a resolução de conflitos. Fabriciano pede mais leitos e mais recursos do Estado

 

O Plenário da Câmara de Coronel Fabriciano recebeu na tarde desta terça-feira (01), representantes do Ministério Público e da Administração Pública, para uma reunião de mediação com o objetivo de garantir o atendimento de urgência e emergência aos pacientes das 77 regionais de saúde de Minas Gerais. De acordo com o Promotor de Justiça e Coordenador do Centro de Apoio Operacional em Defesa da Saúde, Gilmar de Assis, a escassez de recursos e um decreto de calamidade financeira contribuíram para o aumento do número de óbitos.

Na visão do Ministério Público, a distribuição de recursos deveria ser redirecionadapara as unidades hospitalares com capacidade de atuar como referências. Há hospitais que atendem com baixa capacidade operacional e sem condições de uma contra resposta imediata aos pacientes. Outro dado que afeta a população é a falta de recursos humanos e de serviços. A Superintendente Regional de Saúde, Débora Cabral, também participou da reunião. Os servidores de sua repartição terão o papel de fazer as fiscalizações nos hospitais através dos coordenadores das Centrais de Regulação com poder de autoridade sanitária, amparados pelo Ministério Público.

Mais leitos

O Presidente da Câmara Municipal de Coronel Fabriciano, Leandro Xingó, o Xingozinho (PSD), aproveitou a oportunidade e recomendou ao MP para que cobre do Governo Estadual, a liberação dos 72 leitos que estão prontos no Hospital Dr.José Maria Morais. “Precisamos amenizar o déficit de leitos que temos em nossa microrregião para contemplar os municípios de Jaguaraçu, Marliéria, Antônio Dias e Timóteo, além de Coronel Fabriciano”, enfatizou. O parlamentar disse que vai continuar cobrando respostas da Secretaria de Estado da Saúde e do governador Fernando Pimentel.

O município de Coronel Fabriciano apresentou aos promotores todas as dificuldades que enfrenta após assumir a gestão plena, mas, aprovou a “mediação sanitária”. Essa é a posição do prefeito Dr. Marcos Vinicius, vice-presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde dos Vales (Cisvales). “Deixei bem claro que ainda não temos uma rede de resposta de urgência e emergência, não temos ainda o SAMU regional, mas estamos dispostos em contribuir em favor sempre da mediação de conflitos, antes de qualquer judicialização”, disse o prefeito.

O município apresentou o que já foi feito na área de saúde após os primeiros seis meses de governo. Sobre a tabela SUS e discursando como médico, o prefeito desabafou: “Falar em tabela que não sofre correção há mais de 30 anos e que tem, por exemplo, consultas com especialistas a R$10 e tratamento de pneumonia a R$50, fica muito difícil”. O prefeito gostou do encontro de mediação, e lamentou a falta de outros investimentos por conta da dívida que o Estado ainda tem com os municípios.

Novos encontros

O próximo passo é realizar novos encontros com presenças de mais prefeitos e promotores para discussões que avaliarão o custo real do serviço SUS nas portas de cada um dos hospitais. “Não se trata de despesa nova e nem de recurso novo. Precisamos repensar o sistema na visão do MP com o fim da destinação de importantes recursos de forma equivocada, dispersos em hospitais que operam fora da política estadual de atenção hospitalar”, concluiu Gilmar de Assis.

A audiência de mediação sanitária contou ainda com as participações dos Promotores de Coronel Fabriciano, Cristiano da Matta e de Timóteo, Juliana da Silva, além de João Batista, representante do Ministério da Saúde e Ailton Top Lage, prefeito de Córrego Novo.



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